Bira do Pindaré afirma que a culpa pelo momento que o país atravessa é do presidente Temer 12h42

O deputado Bira do Pindaré (PSB) destacou a luta dos caminhoneiros frente à política de preços da Petrobrás imposta pelo governo Michel Temer, que, segundo o socialista, tem gerado inúmeros problemas e agravado a crise no Brasil. Na oportunidade, ele declarou apoio à classe, ressaltou as medidas do governador Flávio Dino (PCdoB) para garantir o funcionamento de serviços essenciais no Maranhão e repudiou os pedidos de intervenção militar. Segundo o parlamentar, o movimento dos caminhoneiros é resultado da mudança na política de preços da Petrobrás, que, ao longo dos governos do presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, era estabilizada mesmo com a oscilação do mercado internacional e, agora, com o Temer, a visão neoliberal domina. “É o Deus capital financeiro que não quer ter prejuízo nos seus lucros e resolveu adotar essa política, e aí deu no que deu. O dólar subiu, o petróleo caiu. Agora que o petróleo começa a subir de novo. Aí causou essa situação catastrófica e, infelizmente, tem gente que não sabe o que dizer e quer atribuir culpa a quem não tem. Se há um culpado nessa situação é o presidente ilegítimo Michel Temer, do MDB da Roseana Sarney e que faz a política do PSDB, colocando o povo nessa situação de caos absoluto”, frisou. Bira acrescentou que, na contramão de tudo isso, está o governador Flávio Dino, que, mesmo sem qualquer responsabilidade, tem mobilizado todas as forças para garantir que o Maranhão não pare. Ele sublinhou que o governador tem assegurado o mínimo de condição para que não sejam paralisados os hospitais, garantindo que as viaturas continuem circulando, e que, até transporte pelo ferryboat com escolta policial, foi disponibilizado para que se tenha o mínimo de abastecimento necessário. "Esse é um governo que funciona, mas, infelizmente, no Brasil nós não temos governo. Quem apoiou o golpe hoje está arrependido, porque todos os resultados são contra o povo brasileiro. E, mais uma vez, ficou provado isso com essa situação, que é um caos verdadeiro", acrescentou. O socialista disse ainda que apoia a luta dos caminhoneiros, porque a reivindicação deles é justa e beneficia todo o povo brasileiro. A única ressalva que fez foi em relação à faixa pedindo intervenção militar. O parlamentar afirmou que intervenção militar é andar para trás e viver uma experiência que não deu certo, que cerceou liberdade e que impediu o povo de lutar pelos seus direitos. “Se houvesse intervenção militar, nem os caminhoneiros teriam o direito de protestar. Seriam sumariamente presos, encarcerados, torturados, mortos, pois essa era a realidade que a gente vivia no tempo da ditadura militar. Esse tempo nós não queremos que volte. É por isso que eu dialogo com esse movimento, que apoiamos no mérito. A luta é justa, necessária, e estamos do lado dos caminhoneiros quando pedem uma política que regule o preço dos combustíveis, mas em relação à intervenção militar de maneira alguma", declarou.
30/05/2018 (00:00)

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